Em seu blog no UOL, o jornalista Mauro Cesar falou de maneira bastante sensatas sobre a situação atual de Paulo Sousa e do flamengo.
Mauro Cesar diz, Paulo Sousa foi contratado com uma missão: tirar jogadores do Flamengo da acomodação, da zona de conforto, estabelecer disputas por posições e desenvolver novas formas de jogar da equipe.
Tarefa complexa que demandaria, obviamente, tempo, trabalho e desgaste. O português tem competência para isso? Creio que sim, mas fica cada vez mais difícil vê-lo superar todos os obstáculos.
Houve jogadores insatisfeitos com as modificações por ele implementadas. Isso é fato, algo visível em campo. Mas atletas que só com ele tiveram chance, ou chegaram depois, formam outro grupo.
Há, ainda, uma estrutura no departamento de futebol, cuja capacidade deveria ser mais questionada. Importante ressaltar que fora o vice-presidente da pasta, Marcos Braz, todos são profissionais.
Só gerentes são três. Um de futebol, Fabinho "Soldado", ex-volante e ex-chefe do "Centro de Inteligência e Mercado", Juan, ex-zagueiro, gerente técnico, e o de transição, Carlos Noval.
O que fazem essas pessoas que ficam abaixo do diretor executivo, Bruno Spindel? Qual a contribuição dadas por todos eles ao dia a dia, para que tudo funcione bem? São mesmo capacitados?
Todos esses questionamentos são absolutamente pertinentes. Sim, pois o ano de ouro de 2019 teve como característica a terceirização do departamento para a equipe de Jorge Jesus.
Além disso há jogadores que parecem donos do clube. Há quem erre e siga no time, entre em rota de colisão publicamente com o técnico e até quem provoque jornalista dentro do Centro de Treinamentos.
Sem mexer na estrutura, identificar onde estão os problemas, dentro e fora do elenco, dificilmente o Flamengo chegará ao verdadeiro "outro patamar". Trocar de técnico indefinidamente não resolverá.
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